ARQUIVO

EM JANEIRO

EM JANEIRO DE 2021 A MAIOR EXPOSIÇÃO DO ANO AGUARDE

O que está entre a ideia e a realização? Em qual colo deita a expectativa? É possível capturar o desejo em uma imagem?

  “As possibilidades eram infinitas então liguei pra Deus e disse: Deus me ajude a decidir” é uma coletiva que reúne vinte artistas brasileiros, realizada de forma autônoma pela Grande Escola de Arte do Brasil. Foram escolhidas duas obras para apadrinhar a reunião: Giacometti está postado em um lado das sala de estar. No outro canto, Beuys costura uma relação elétrica-erótica entre os materiais. Os dois trabalhos estão juntos dentro de uma casa que observa a passagem do tempo e o nascimento de modos de fazer na arte, moldados por uma tecnologia que ao mesmo tempo afasta e aproxima, constrói e desmancha.
   A Bola Suspensa de Giacometti constrói uma relação entre dois elementos que sugerem um movimento pendular, a partir do qual aconteceria um afago. É, pois, construída uma situação na qual uma sequência de momentos no passado e no futuro estão contidos e se projetam em nós, criando uma noção de movimento moldada apenas pelo desejo. Ao vermos a bola suspensa por um fio, na iminência de encostar na forma em meia lua, supomos que em algum momento o encontro de uma forma pela outra já tenha ocorrido: projetamos sobre essas duas formas a nossa expectativa de que eles tenham se corroído, ao ponto de criar uma fenda. A gaiola, porém, trás uma ambivalência a essa existência: enquanto o movimento é explicitamente literal, ele se vê contido por uma barreira invisível e ilusório, composta apenas por finas arestas de ferro que o isolam do mundo real.
   Essa existência ambivalente pode ser observada também no Viado e o Raio (Joseph Beuys, 1950`s), enquanto a existência processual do trabalho se escancára, seguimos com a dúvida acerca da construção do “passado” dessas formas, desse material. O barro na obra de Beuys deixa um rastro no raio de ferro e esconde o rastro das ferramentas. A própria projeção do trabalho enquanto busca por um futuro próspero, se configura enquanto tangência frustrada do próprio artista com a ideia perdida de uma utopia sensorial. Projetamos sobre o Raio o espaço irreal de um passado nobre, de um desastre intrépido, qualquer expectativa que acaba por descolá-lo desse ambiente mundano, enquanto o vemos absolutamente literal: os elementos da obra se constroem a nossa frente e mesmo assim não acreditamos neles.
   Essa existência caracteriza um dos diversos vínculos invisíveis que afagam eterna e frustradamente a produção contemporânea, sem nunca se concretizar como um vínculo real palpável, mas se realizando completamente enquanto a própria expectativa de que se cumpra um vínculo ali - é a crença absoluta de que a bola se corroeu na meia lua, mesmo a linha sendo curta demais. E hoje a bola somos nós. Vivemos a construção do imaginário da própria era contemporânea que não consiste em nada para além da expectativa e busca pela materialização através de um vínculo invisível. E nós artistas que vamos participar dessa exposição com esses GRANDES artistas--- Grandes obras--- compomos essa relação …...é a obra se realizando na própria contemporaneidade quem diria! E a culpa é desses TITÃS DA ARTE? Quem vive esse tempo, quem faz dessa essa arte uma Arte Contemporânea e de quem é essa casa? DO FLÁVIO DE CARVALHO QUE TAMBÉM É ARTISTA OLHA QUE COINCIDÊNCIA a casa viu a arte mudar mas não antecipou essa AGORA TEM ARTE DENTRO DELA ___ de novo!! A CLASSE ARTÍSTICA CARREGOU OS MITOS DESSA CASA POR TEMPO DEMAIS MAS AGORA JÁ CHEGA QUANTO QUE A MINHA EXPECTATIVA DE CONSTRUIR ALGO É AFAGADA POR ESSE CONTEXTO ARTÍSTICO E QUANTO ESSA EXPECTATIVA É O PROPRIO AFAGO O AFAGO QUE AFAGAFINHA O FAGAFO QUE MAFAGAFA O MAFAFO DA MAFAGA E EU AQUI ESCREVENDO ESSE TEXTO PRA VC VAI LER OUTRA COISA ACABOU ´E O FIM DO TEXTO ACABOU+

Alberto Giacometti, Agrippina R. Manhattan, Ana Matheus, Andre Barion, Angela OD, Rafa BQueer, Bruno Moutinho, Eduardo Araújo (AKA DUDX), Felipe Rezende, Ilê Sartuzi, Janina McQuoid, Joseph Beuys, Lali Izuno, Laís Matias, Lucca Saad, Mari Ra, Maria Livman, Marina Woisky, Pedro Gallego, Renan Marcondes, Talles Lopes, Thais Teotonio, TRANSÄLIEN e Gustavo Damas.

i


CONTATO

T +55—11—30 51 64 41
W +55—11—987 77 88 13
E contato@grandeescoladearte.online

T +55—11—30 51 64 41
W +55—11—987 77 88 13
E contato@grandeescoladearte.online

T +55—11—30 51 64 41
W +55—11—987 77 88 13
E contato@grandeescoladearte.online


Terça - Sábado 12—18h ou com horário marcado